terça-feira, 12 de junho de 2007
Politica Externa
A Jamaica, possuidora de pequeníssima rede de postos no exterior, tem atuado no plano internacional com notável desenvoltura e eficiência, com política externa com personalidade e razoável independência. No plano das Nações Unidas, freqüentemente, tem cooperado com o Brasil, apoiando candidatos brasileiros em eleições em organismos internacionais. Exerce clara liderança regional, naquele foro e na OEA, o que ficou patente em fevereiro do corrente ano, quando resistiu de forma tenaz e coerente, à turva situação em que se deu a "renúncia" do então Presidente Jean-Bertrand Aristide, primeiro Presidente constitucionalmente eleito da história recente do Haiti. A Jamaica, fundamentada em declaração do próprio Aristide, caracterizou seu afastamento como um golpe de estado, pediu um investigação internacional sobre armamento e financiamento dos rebeldes por potência externa à Região para esclarecimento da denúncia e tem atuado para bloquear, até este momento, a reintegração do atual Governo haitiano à CARICOM, por faltar-lhe legitimidade democrática. Além disto, institucionalmente, detém a "pasta" das Relações Exteriores da CARICOM, sendo ainda um líder histórico reconhecido nos Grupos dos 77 e do G15, além de ter sido eleita, recentemente, para presidir o Conselho de Ministros do grupo ACP.
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